Cadeira de Três Pés (1947), Joaquim Tenreiro
Rio chaise (1978-1979), Oscar Niemeyer e Anna Maria Niemeyer
Poltrona Astúrias (2002), Carlos Motta
Cadeira África (2006), Rodrigo Almeida
Banco Ipê (2009), Zanini de Zanine
A cidade de Berlim recebe uma importante exposição sobre o design brasileiro de móveis organizada pela galeria Zeitlos, no Stilwerk Center. Com mais de 80 peças, a exposição oferece uma visão abrangente de dois períodos diferentes do design brasileiro: o modernista, com exemplares a partir dos anos 1940, e o atual, com design contemporâneo.
“Esta é certamente a maior exposição de móveis brasileiros já feita na Europa”, afirma o colecionador Raul Schmidt Felippe Jr., dono de uma grande parte das peças apresentadas e também um dos curadores da mostra. “Nós selecionamos peças icônicas de uma geração de designers e arquitetos que foram influenciados pela escola Bauhaus durante a década de 1940 e, ao mesmo tempo, olhamos para o design de uma geração mais jovem e ativa que está dando forma ao que é produzido hoje em dia”, diz em entrevista ao site The Gentleman.
Os visitantes terão a oportunidade de ver peças famosas como a cadeira Três Pés de Joaquim Tenreiro, a Poltrona Mole de Sergio Rodrigues e a Rio Chaise desenvolvida por Oscar Niemeyer junto com a sua filha Anna Maria. Isso sem mencionar o trabalho colorido e vívido dos contemporâneos irmãos Campana, Sérgio Matos, Carlos Motta, estúdio Ovo, Domingos Tótora, Zanini de Zanine e outros.
Mas o que define o design brasileiro? A crítica e escritora Maria Helena Estrada responde a pergunta crucial no texto de introdução do catálogo da exposição: “Na verdade não temos uma única identidade formal, ou mesmo uma única direção para apontar. Nós também não temos tradições ou passado histórico que podem nos prevenir de criar algo novo. É possível que liberdade, leveza e espontaneidade seja o que nos defina”.
Mais informações no site da exposição Brazilian Design.
Crédito das imagens: Andre Nazareth para Mercado Moderno; Rômulo Fialdini; Marcos Cimardi e cortesia Zanini de Zanine.
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1 comentário
Thomas W. Dietz
28/04/2012 @ 18:25
Eu tive a oportunidade de ir à exposição e vale a pena ver como as obras brasileiras são expostas e comercializadas em uma cidade tão receptiva e artística como Berlim!
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